John Wiston Lennon


Vindo de Liverpool, no Reino Unido. Toco guitarra e canto dos The Beatles. Anote meu nome, você vai ouvir ele muitas vezes ainda. Tenho 23 anos muito bem vividos mas não é como se estivesse contando.

So how could I dance with another when I saw her standing there? \ @Anna 

Inovação. Era essa a palavra da vez. Em vez de tentar desesperadamente encontrar uma gravadora que aceitasse firmar um contrato com a sua banda, eles iriam socializar nessas festas cheias de empresários a procura de novos talentos. Nem precisavam tocar no evento, apenas achar algum jeito de entrar de penetra nele. Da última vez, haviam entrado pelas portas do fundo, fingindo ser garçons do buffet. Mas hoje ele estava sozinho. Apenas ele, tentando entrar naquela festa tão fechada e exclusiva. Sabia que alguns empresários super famosos estariam ai, como o empresário daquela cantora loira famosa que mesmo depois dos cinquenta anos continua ganhando fãs. 

Havia com certo esforço, conseguido entrar na festa, fingindo ser o acompanhante de uma garota que havia saído desta para respirar um ar puro e estava tão bêbada que não poderia dizer se realmente o conhecia ou não. Após passar pelos seguranças e ter se livrado da garota enquanto atravessavam a movimentada pista de dança, encaminhou-se para o bar. Bebia por lazer, não por necessidade de perder a cabeça ou resolver problemas. Achava idiotice quem fazia isso, os problemas não seriam resolvidos com a bebida, essa seria apenas mais uma desculpa tola para tentar adia-los quando a sua inteligência é tão grande quando um grão de ervilha. Pediu uma bebida para o garçom e ficou apenas de pé, observando a festa á procura de alguma pessoa interessante que pudesse se interessar em ser seu empresário enquanto bebia o conteúdo em seu copo.


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Joplin and Lennon? 

   Janis andava pelas ruas de LA, tomando um forte café preto que havia comprado em uma loja qualquer. Era raridade ver a morena beber algo que não tivesse álcool.
   Ela procurava uma livraria, tinha de renovar seu estoque de livros, afinal já tinha devorado todos de seu velho e aconchegante apartamento. Os passos da morena eram leves e pequenos, não estava com pressa, a única coisa que faria de importante, seria cantar num bar a noite. Joplin estava feliz, fazia show’s com mais frequência, era reconhecida pro mais pessoa, o que era bom, afinal esse sempre havia sido seu sonho.
   Janis entrou na livraria e foi em direção aos livros de romance, - seus preferidos- ela escolheu um, e se sentou em uma das cadeiras que haviam no fundo da loja, ao abrir o livro, aquele cheirinho bom de livro novo invadiu seu nariz o que fez um sorriso brotar em seu rosto. ‘’ É esse.’’ – pensou, e foi em direção ao caixa pagar. Assim que pagou o livro, não resistiu e voltou para as grandes e  aconchegantes cadeiras da livraria.

O que John Lennon fazia numa livraria numa manhã em Los Angeles? A cena rara em questão apenas fora iniciada por um telefonema irritado de sua tia Mimi que fez questão de lembra-lo que não havia mandado sequer uma lembrança ou ter ligado a ela pelo menos uma vez desde que havia pisado em L.A há alguma semanas. Realmente tinha ficado com preguiça de falar com a tia e não tinha nenhuma novidade para lhe contar, as únicas coisas que poderia falar era sobre o valor alto do aluguel do apartamento que dividia com Paul e as inúmeras recusas de gravadoras que tinha recebido desde que chegara ali. Não estava em seus maiores desejos ouvi-la se gabar que havia lhe avisado sobre isso, que apenas loucos viviam de música, que ele deveria voltar a Inglaterra e ter uma profissão de respeito, usando o pouco estudo que teve em toda a sua vida. 

Depois dessa bendita conversa com a tia, obrigou-se a acordar cedo e procurar algo para mandar de presente a ela. Esperava que assim ela parasse de lhe torrar a paciência e gostaria de agrada-la também, por mais que ela não apoiasse sua carreira, não havia faltado a uma sequer apresentação enquanto estavam em Liverpool e tinha lhe dado alguns de seus violões, além de ter pago suas aulas de música na velha loja de discos que tinha em sua cidade natal. Quando deu-se conta, estava numa livraria, procurando algum livro que pudesse interessar a sua tia. Não entendia o fascínio que as pessoas tinham por livros, não conseguia ler um inteiro sem fazer uma pequena reclamação sobre o livro ou entediar-se por estar lendo aquele monte de páginas escritas que tinham nele. Uma canção era tão mais curta e mais inteligente de ser lida ou cantada, transmitia tantos sentimentos a mais, apenas com algumas palavras rimadas. Era bem mais interessante canções e poesias do que velhos livros de drama, como o que tinha comprado para Mimi. Enquanto embrulhavam o livro para presente, John ficou esperando numa das cadeiras que tinha na livraria e pensou ser a sua sorte grande quando uma garota sentou-se ao seu lado. 

Não deu-se o trabalho de tentar ler o titulo do livro que ela carregava, mas deveria ser um daqueles contos de fadas que as garotas tanto gostavam de ler. O que adiantava um final feliz se a história fosse sem graça? Era o que ele pensava sobre aquele tipo de livros. Não precisava ter um final feliz, apenas uma vida feliz já era o suficiente para ele, queria morrer fazendo o que gostava e esbanjando felicidade para todos. Afinal, era isso que importava na vida. Ser feliz a todo custo, independente se os outros gostem de você ou não. - Eu sou John - Ele se apresentou, estendendo a mão para a garota sentada na cadeira ao seu lado. 


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via janis-j
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here we go; @john & grace 

g-r-a-c-e-k-e-l-l-y:

“Que tipo de pessoa sai com alguém que conheceu há 10 minutos atrás, Srta. Grace?” Pensou a loira consigo mesma enquanto se olhava no espelho e penteava cuidadosamente uma pequena madeixa de seu cabelo. Revirou os olhos e riu de si mesma sem nem saber porquê. O que era mais estranho: isso ou falar sozinha? Colocou sua escova sobre a penteadeira antes de sair de seu quarto e descer em direção à sala de estar, onde estava sua mãe sentada sobre o sofá assistindo um programa de TV. Grace a observou por uns segundos e então se aproximou para pegar seu celular que estava na mesinha de centro. Antes mesmo de avisá-la que estava saindo, já torcia para que a mesma não perguntasse onde iria e com quem iria. Bem, Grace já não era mais criança, já havia alcançado sua maturidade, mas não o suficiente para se declarar oficialmente independente aos seus pais. Principalmente seu pai, que passava a maior parte do dia trabalhando. - Mamãe, vou dar uma saída. Qualquer coisa, é só me ligar. - Tentou usar o tom de voz mais suave possível. É claro que Grace achava tudo aquilo um saco, mas era a única saída para uma garota de 19 anos que ainda não havia conquistado um cargo descente o suficiente para sair de casa e ser dona do próprio nariz. A loira já ia se afastando em direção à saída quando sua mãe retrucou algo sobre não demorar, Grace não havia dado tanta atenção e mesmo assim saiu. Passou pelo jardim e logo já estava seguindo rumo ao local combinado, distância de mais ou menos uma rua. 

A primeira impressão que teve do bar foi que era mais descente do que havia imaginado antes, era perto de sua casa mas isso não significava que já tinha o frequentado. Passou pelas mesas parcialmente ocupadas por casais ou mais pessoas até chegar em uma delas que se localizava de frente á janela que dava visão para o movimento de fora. Após ter se sentado e ter dado uma breve varrida com os olhos no lugar, não demorou muito para um garçom aparecer e atendê-la, lhe oferecendo um cardápio. Grace o leu por cima, optando por uma soda que foi rapidamente servida. Esperava pela chegada de John com um pingo de timidez causada pela conversa que tiveram antes, que havia resultado nesse encontro. Grace era educada demais para recusar, mas mesmo assim não poderia deixar de tentar se distrair, era pelo menos uma maneira de se livrar de toda atenção no pequeno trabalho de atriz que havia conquistado. Estava feliz com isso, porém suas memórias recentes eram baseadas apenas em ensaios e a ansiedade. Enfim, só lhe restava esperá-lo enquanto dava pequenos goles em sua bebida.

Finalmente havia achado um modo de divertir-se. Conhecer pessoas novas era muito bom, principalmente quando envolvia garotas belas e simpáticas como a que conhecera há menos de uma hora atras. Grace Kelly, era o nome da nobre dama com que havia trocado algumas palavras e levemente flertado. Ela era loira e muito bonita, por mais que as vezes ele chegasse na seguinte conclusão sobre as mulheres: Não existia mulher feia, apenas mulher que não se cuida. E definitivamente Grace se cuidava. Deveria ter multidões aos seus pés e havia aceitado sair justamente com ele, o garoto futuramente famoso que veio de Liverpool para tentar ganhar a vida em Los Angeles. Ninguém achava que ele tivesse chance de fazer algo que prestasse em sua vida, a única pessoa que acreditava em seus sonhos era ele mesmo. 

John corria rapidamente pelo apartamento, sua casa não era tão perto assim do lugar onde tinha combinado de se encontrar com Grace. Ela tinha pedido para que se encontrasse mais tarde, tinha que voltar para sua casa antes. Ele obviamente concordou e chamou um táxi para voltar ao seu apartamento, o qual dividia com Paul, com quem não havia conversado realmente já fazia certo tempo. Depois de ter tomado uma ducha correndo, ele trocou de roupa e arrumou o seu cabelo estilo Teddy Boy com mais um quilo de gel que tinha no banheiro. Demorou certo tempo para encontrar seus sapatos embaixo da cama, mas depois que os calçou, correu para fora do apartamento. Paul não estava lá, não tinha motivo algum para deixar um bilhete, não era como se precisasse avisar o amigo de onde iria todas as noites. 

Teve que chamar um táxi para leva-lo ao bar que tinha escolhido aleatoriamente para o encontro, apenas por ter sido o primeiro que viu em sua frente. Viver de música ainda não tinha lhe dado dinheiro suficiente para comprar um carro, além de que duvidasse que sua tia Mimi fosse lhe dar um, principalmente depois que ele decidiu que iria viver de música em Los Angeles, o que ela não aprova nenhum um pouco. Teria que ganhar esse dinheiro por sua conta mesmo e planejava ganha-lo usando o seu talento para música, apenas para provar a todos que duvidarem dele que era sim possível viver de música. Entrou no bar incerto, talvez a garota não tivesse chegado ainda, não havia visto que horas eram quando saiu de casa e tinha se esquecido de pegar o telefone para eventual emergências. Mas acalmou os seus nervos ao enxergar-la numa mesa no recinto, andando imediatamente até lá e cumprimentando-a com um beijo na bochecha antes de sentar-se ao seu lado. 

- Boa noite, Grace. Linda como sempre. - Disse, com seu famoso sorriso no rosto logo depois de ter se sentado. Adorava elogiar as mulheres, principalmente quando as palavras ditas para elas eram inegavelmente verdades. O homem que algum dia casasse com essa garota teria muita sorte, pena que ele era apenas a diversão de uma noite. Se é que fosse acontecer algo além de um bom rango nesta noite. Desviou o olhar maliciosamente da garota apenas quando o garçom apareceu e lhe alcançou um cardápio, o qual ele apenas deixou de lado, voltando a admirar a beleza de sua companheira. 


Anonymous said: close your eyes and i'll kiss you, tomorrow i'll miss you...

Remember I’ll always be true and then while I’m away
I’ll write home everyday and I’ll send all my loving to you. 


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tags: #extras

Parece que ficarei segurando vela na dash. 

g-r-a-c-e-k-e-l-l-y:

Bem, eu opto por arriscar a oferta. Creio que seria mais interessante do que sermos acompanhantes de segurar a vela.

Pode apostar que sim.


“ 


Parece que ficarei segurando vela na dash. 

g-r-a-c-e-k-e-l-l-y:

Sou a Grace, muito prazer.

Bem, não se sinta limitado, John. Estou aberta à ideias, tem alguma outra sugestão?

O que acha do bar do outro lado da rua? Depois de alguns drinques, podemos ver como iremos aproveitar o resto do dia…


Parece que ficarei segurando vela na dash. 

g-r-a-c-e-k-e-l-l-y:

Oh, que ótimo. Pelo menos não o farei sozinha.

Estava pensando em outras coisas… Mas se quiser assim, pode ser. Eu lhe faço companhia depois de tanta insistência. 

Eu me chamo John, e você?


Parece que ficarei segurando vela na dash. 

g-r-a-c-e-k-e-l-l-y:

Mas tudo bem.

Agora que eu cheguei não precisa mais ficar segurando vela.


Dreams come true or am I still asleep? @Lennon/Bardot 

John Lennon estava num hotel. Não fazia ideia de como havia parado ali, só sabia que era um hotel pela quantidade de bagagens que iam e vinham, além das diversas linguagens que eram faladas por ali. As cores do lugar ficavam mais intensas a casa minuto que passava, e ele continuava parado no meio do saguão, esperando que alguma coisa acontecesse para ele sair dali. Tudo o que sabia é que as coisas ao seu redor pareciam acontecer num tempo bem mais lento do que o normal e que uma vontade de ficar rindo sozinho o dominava. Com um cigarro na mão e um sorriso ridículo no rosto, ficava obvio ao olhares dos outros que ele estava numa viagem de ácido. LSD, podia escrever uma música sobre o quanto sentia-se bem enquanto viajava desse modo em sua própria cabeça. 

Ao ouvir o barulho do telefone tocando na recepção, pulou para o lado, assustado com o barulho. Era bem mais seguro engolir o LSD quando algum membro da banda ou outro conhecido estava por perto, mais loucuras eram possíveis e menor chance da viagem terminar de jeito trágico. Olhava ao redor, as malas dos hospedes que eram levadas pelos funcionários aos seus quartos assemelhavam-se com pequenos animais, prontos para atacar os seus donos. Seus pés começaram a sair do chão e as pessoas ficavam pequenas embaixo dos seus pés, enquanto o teto parecia derreter permitindo sua passagem até o céu azul e limpo, sentia que era capaz de voar para onde quisesse, fazer o que quisesse. Poderia cuspir lá de cima para ver se acertava o chão, mas tinha medo que o seu cuspe virasse uma enorme cachoeira.

Mas ao mudar de direção enquanto voava, percebeu que caia, e abanava as mãos de um jeito estranho, como se fosse um pássaro que tentava voar pela primeira vez enquanto pulava da borda do seu ninho. A queda continuou e o desespero tomou conta dele, enquanto ouvia risadas em sua volta, como se todos as criaturas humanas ou não debochassem de sua incapacibilidade de voar. Quando estava prestes a tocar o chão, o cenário mudou e ele viu-se num bordel, típicos dos anos 20, com uma mulher cantando jazz nos fundos do salão, enquanto dançarinas levantavam suas saias e permitiam-se ser levadas para outro cômodos com alguns de seus clientes mais queridos.  

Uma mulher loira passou por ele com um homem grande que esbarrou em John, fazendo com que ele caísse de onde é que ele estivesse sentado. O homem grande estava vestindo uma roupa preta com óculos escuros e apenas aumentava de tamanho a cada passo, chegando a um tamanho extraordinário enquanto ainda estava apenas há alguns passos na sua frente. A mulher tinha um nariz empinado e parecia ver apenas o que tinha em sua frente, ignorando as pessoas ao seu redor para não errar o passo de sua caminhada que estava mais para um desfile da semana de moda como os que aconteciam todo ano em Nova York. O cabelo da mulher parecia pegar fogo, seus fios sendo substituídos por chamas, sendo bem possível torrar uma salsicha ali. Sem ter pensado muito a respeito, John levantou-se de salto do lugar em que estava parado ainda no saguão do hotel, pegou um vaso de flor que tinha numa mesa no hall de entrada e após jogar a flor que tinha nele no chão, virou o conteúdo do vaso na cabeça da mulher loira. Apenas reconhecendo a sua musa quando o estrago já havia sido feito.